O ministro Dias Toffoli, relator do caso do banco Master no Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal encaminhe todos os dados de celulares e mídias apreendidos e periciados na investigação. A decisão foi tomada após a entrega de um relatório sobre a perícia do celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, ao presidente do STF.
Mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro mencionaram o nome de Toffoli, mas o conteúdo ainda não foi divulgado. O ministro requisitou que a PF envie o conteúdo completo dos aparelhos e mídias apreendidas, além dos laudos periciais que incluem dados telemáticos, informáticos e telefônicos. Essa iniciativa é vista como um reforço institucional no andamento das investigações.
Em nota oficial, o gabinete de Toffoli esclareceu sua participação na empresa Maridt, afirmando que não mantém relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro. A administração da Maridt é realizada por familiares do ministro, o que é compatível com a Lei Orgânica da Magistratura, que permite a participação societária sem a gestão do negócio.
A nota também comentou sobre a relação da Maridt com o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, detalhando a saída da empresa do grupo em 2025. As transações foram declaradas à Receita Federal e realizadas dentro de valores de mercado, embora os valores não tenham sido divulgados. Interlocutores afirmam que Toffoli recebeu dividendos da Maridt enquanto a empresa ainda fazia parte do grupo que administrava o resort.

