Com a crescente popularidade de tablets e videogames, a franquia Toy Story retorna aos cinemas em um momento em que a brincadeira tradicional enfrenta desafios. O quinto filme da série, que celebra os 30 anos desde o primeiro lançamento, traz Woody, Buzz Lightyear e os outros brinquedos de volta, colocando-os em confronto com uma nova geração que prefere o universo digital.
Toy Story 5, previsto para estrear em 18 de junho de 2026, traz Jessie como a nova "xerife" dos brinquedos, assumindo um papel central na narrativa. Enquanto Woody e Buzz Lightyear dão espaço para a protagonista, a nova humana, Bonnie, também ganha mais destaque em relação aos outros personagens humanos da franquia.
A animação, que combina o refinamento técnico característico da Pixar com um enredo atual, aborda o impacto das tecnologias modernas nas brincadeiras infantis. A crítica de cinema Miriam Spritzer destaca que a Pixar tem conseguido, ao longo das últimas três décadas, atualizar suas histórias para refletir os tempos atuais, com a crise do mercado de brinquedos e a preferência das crianças por dispositivos eletrônicos.
Taylor Swift, uma das artistas mais reconhecidas da atualidade, contribuirá para a trilha sonora do filme com uma nova música, potencializando ainda mais a expectativa em torno do lançamento. A presença de dubladores como Guilherme Briggs, Maisa, Rafael Infante e Marco Ribeiro no Brasil também promete atrair o público.
Toy Story, que fez sua estreia em 1995, é uma das franquias mais icônicas da Pixar, responsável por redefinir a animação e conquistar o público mundial. O estúdio, que já venceu 16 das 25 estatuetas da Academia do Oscar em Melhor Animação, passou por um período sem vitórias desde 2022, o maior desde 2002.
O animador Italo Cajueiro, vencedor de prêmios do Anima Mundi, levanta questões sobre se Toy Story 5 poderá indicar uma mudança no cenário das animações, à luz das vitórias de filmes como O Menino e A Garça e Flow, que incentivaram os estúdios a serem mais ousados em suas produções. A inclusão de critérios mais diversos na Academia do Oscar também pode refletir uma nova era para as animações, que buscam explorar narrativas menos convencionais e mais criativas.



