A Toyota concluiu a produção do Corolla na unidade de Indaiatuba, em São Paulo, marcando o fim de uma era de 28 anos. O último modelo fabricado, um Corolla Altis Premium 2026, foi apresentado em uma cerimônia para os funcionários e será preservado no Centro de Visitantes da nova fábrica em Sorocaba, em vez de ser enviado para uma concessionária.
Inaugurada em 1998, a planta de Indaiatuba foi projetada especificamente para a produção do Corolla no Brasil. Durante quase três décadas, mais de 1 milhão de veículos foram montados na unidade, que também se destacou por ser a primeira na América Latina a produzir um veículo híbrido flex da Toyota.
Com a transferência da fabricação para Sorocaba, a Toyota busca modernizar sua operação no Brasil. Essa mudança permitirá uma maior integração entre as linhas de produção, proporcionando ganhos de escala e melhor eficiência industrial. Os investimentos na nova unidade fazem parte de um plano de R$ 11 bilhões até 2030, que visa ampliar a capacidade produtiva da fábrica.
Atualmente, a unidade de Sorocaba já está responsável pela produção dos SUVs Corolla Cross e Yaris Cross. Com a expansão, a capacidade anual de produção deverá aumentar de cerca de 170 mil para 270 mil veículos. Além do Corolla, a fábrica se prepara para futuros lançamentos da marca, incluindo uma nova geração do sedã, uma versão atualizada do Corolla Cross e uma picape intermediária, que deverá incorporar tecnologia híbrida plug-in flex nas versões mais completas, enquanto as configurações básicas contarão com motor 2.0 flex de até 175 cv.
Embora o mercado de SUVs esteja em crescimento, o Corolla permanece como um modelo referência entre os sedãs médios no Brasil. A mudança para Sorocaba demonstra a confiança da Toyota na continuidade do Corolla, agora em um ambiente industrial mais avançado e preparado para os desafios dos próximos anos.



