Os trabalhadores do SoFi Stadium, que representa um contingente de aproximadamente 2 mil funcionários, planejam uma greve durante a Copa do Mundo, caso suas reivindicações relativas às condições de trabalho não sejam atendidas pela FIFA. O estádio, um dos principais locais do torneio, receberá oito partidas entre junho e julho, o que deve atrair um grande número de visitantes e impactar a rotina dos funcionários da área de hospitalidade.
Em uma carta endereçada ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e ao proprietário do SoFi Stadium, Stan Kroenke, os trabalhadores exigem garantias de práticas trabalhistas justas e mencionam problemas que ocorreram em edições anteriores do Mundial.
Outro ponto de preocupação é a atuação do Immigration and Customs Enforcement (ICE) durante o evento. O sindicato solicita que a FIFA se manifeste contra a presença de agentes de imigração nos jogos, um tema que tem gerado discussões intensas nos Estados Unidos.
Essa questão já chegou ao Congresso, onde a deputada Nellie Pou indagou o diretor interino do ICE, Todd Lyons, sobre a possibilidade de a agência suspender suas operações durante a Copa. A resposta, no entanto, foi de que a entidade permanecerá integrada ao esquema de segurança do torneio.
A iminente ameaça de paralisação pode impactar significativamente a operação dos estádios, mas a FIFA ainda não se posicionou oficialmente sobre a situação. O Sofi Estadium será o palco da estreia da seleção dos EUA na Copa do Mundo, marcada para o dia 12 de junho contra o Paraguai, além de jogos como Irã x Nova Zelândia no dia 15, Irã x Bélgica no dia 21 e Estados Unidos x Turquia no dia 25 de junho.


