No dia 18 de junho de 2023, o Submarino Titan, da OceanGate, sofreu uma implosão a cerca de 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico, resultando na morte de cinco pessoas que participavam de uma expedição turística aos destroços do Titanic. Desde então, produções audiovisuais e literárias têm explorado os acontecimentos que levaram a essa tragédia, além de homenagear as vítimas do acidente.
Dentre as produções destacadas, está o documentário "Titan: O Desastre da Oceangate", disponível na Netflix. Esta obra oferece uma visão detalhada sobre a história do Titan, desde sua construção até o trágico incidente. O filme não apenas retrata o acidente, mas também examina a forma como a OceanGate comercializou a experiência de visitar os destroços do Titanic, os desafios enfrentados para desenvolver um submersível capaz de alcançar grandes profundidades e as preocupações levantadas por engenheiros e ex-funcionários a respeito da segurança do projeto.
Outra produção significativa é o documentário "Implosão: O Desastre do Submarino Titanic", transmitido pelo Discovery. Este material adota um formato investigativo, acompanhando os eventos desde o desaparecimento do Titan até a confirmação da implosão. O foco da narrativa está na operação de busca e no trabalho dos investigadores que tentam esclarecer o que ocorreu no fundo do oceano.
Além das produções audiovisuais, o livro "The Titan: The OceanGate Submersible Disaster", escrito por Mark Harris, também se destaca. Nessa obra, o autor reconstitui os bastidores do projeto do Titan, destacando os alertas que foram feitos antes do acidente e a cultura interna da OceanGate. O livro argumenta que a tragédia foi resultado de uma combinação de ambição empresarial, pressão por inovação e a ausência de medidas adequadas de segurança.
No trágico evento, estavam a bordo, além de Stockton Rush, o empresário britânico-paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman, de 19 anos, o explorador britânico Hamish Harding e o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet. Todos faleceram instantaneamente. Na época, Rush havia mencionado que o incidente se tratava de um simples deslocamento estrutural. Contudo, investigações posteriores revelaram que o barulho ouvido antes da implosão foi causado por um processo de delaminação, onde as camadas de fibra de carbono se separaram, comprometendo a integridade do submersível.
O projeto do Titan já acumulava críticas antes do acidente, com especialistas apontando a falta de certificações independentes e o uso de materiais não convencionais para submersíveis de grande profundidade como fatores de risco. Um dos críticos mais vocais foi o explorador Victor Vescovo, que chegou a comparar as viagens no Titan a uma “roleta russa” e afirmou ter alertado Stockton Rush sobre os perigos envolvidos.



