A prisão de um professor de jiu-jitsu em São Paulo gerou grande repercussão após a denúncia de abuso sexual contra alunas menores. O caso começou a ser investigado quando a família de uma aluna de 17 anos procurou a polícia, relatando que os abusos ocorreram durante uma viagem à Itália em fevereiro, quando a jovem participou de uma competição internacional com outros atletas da equipe.
Durante as investigações, um áudio de 16 minutos, enviado pelo treinador aos pais da jovem, foi encontrado. No material, ele admite indiretamente os abusos e expressa arrependimento, além de tentar subornar a família, oferecendo dinheiro e a promessa de participação em uma academia nos Estados Unidos para dissuadi-los de fazer a denúncia.
Conforme o inquérito avançava, outras duas vítimas foram identificadas, uma delas com apenas 12 anos na época dos acontecimentos. O treinador, que é conhecido na comunidade de artes marciais, era proprietário de uma rede de escolas em Manaus, São Paulo e Jundiaí, sendo referência para muitos jovens praticantes.
A Confederação Brasileira e a Internacional de Jiu-Jítsu se manifestaram sobre o caso, expressando indignação em relação às ações do treinador. Ambas as entidades classificaram os atos como inaceitáveis e anunciaram que ele será banido de todos os eventos e atividades promovidas por elas.
Mica Galvão, filho do treinador e multicampeão, também se pronunciou nas redes sociais. Ele destacou que, apesar de seu pai ter sido uma figura importante em sua formação e caráter, espera que os fatos sejam apurados de maneira séria e que a Justiça faça o seu trabalho.



