Com a abertura da janela de transferências no último dia 20, os clubes brasileiros iniciam movimentações para reforçar seus elencos. No entanto, três equipes da Série A, todos de São Paulo, enfrentam restrições e não podem inscrever novos jogadores. As sanções, conhecidas como Transfer Bans, são aplicadas pela Fifa a clubes que não honram compromissos financeiros.
Os clubes paulistas que se encontram nessa situação são São Paulo, Corinthians e Santos, acumulando um total de seis Transfer Bans. Essas sanções são resultado de dívidas que vão desde transações antigas até negociações mais recentes envolvendo jogadores que ainda estão ativos nas equipes.
O Corinthians está enfrentando a situação mais complexa entre os três clubes. O clube deve resolver problemas relacionados a quatro contextos diferentes. Entre as dívidas estão: R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca, pela compra do volante Charles; uma pendência de US$ 1,5 milhão (equivalente a R$ 7,54 milhões) com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente ao volante José Martínez; e um atraso de R$ 8 milhões em uma das parcelas acordadas na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
Adicionalmente, o Corinthians deve uma multa de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,151 milhão) à Fifa por descumprimento de acordos relacionados a transações com Charles, José Martínez e Talles Magno.
O São Paulo, por sua vez, se encontra em uma posição delicada, especialmente em relação ao jogador Marcos Antônio, que estava apenas emprestado. O clube precisa efetuar a compra dele, mas já enfrenta dificuldades para cumprir a primeira parcela do pagamento, que é de um milhão e cinquenta mil euros (aproximadamente R$ 6,08 milhões). Essa situação impossibilita a inscrição de três novos jogadores: o atacante Victor Sá, o volante Newton e o lateral Aurelio Buta.
No caso do Santos, a restrição é resultado de uma contratação feita há mais de três anos. O clube adquiriu Jean Lucas do Monaco em 2023 por um valor de seis milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões na época), mas não conseguiu efetuar o pagamento da última parcela, que deveria ser de dois milhões de euros (R$ 12 milhões na cotação atual). Devido a essa inadimplência, o Santos está proibido de realizar novas contratações por três janelas de transferências ou até que a dívida seja quitada.



