Os Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques contra o Irã nesta quarta-feira, 15, enquanto o presidente Donald Trump declarou que os iranianos estão interessados em dialogar sobre um novo acordo, ressaltando que as forças militares do Irã se encontram debilitadas devido ao conflito.
De acordo com o Exército americano, os ataques visam reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos informou que, por volta das 16h (horário de Brasília), foram lançados ataques direcionados a instalações utilizadas pelo Irã para ameaçar a navegação na região.
As operações militares dos EUA incluem uma segunda onda de ataques que se concentram nas capacidades militares iranianas, as quais são empregadas para ameaçar embarcações que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o comércio internacional. O exército norte-americano atribui a responsabilidade ao Irã sob a liderança do Comando Central.
No mesmo dia em que os ataques são realizados, Trump, em entrevista à Fox Business, mencionou que está acelerando a produção de defesa nos Estados Unidos. Ele citou o sistema de defesa antimísseis Patriot como exemplo, afirmando que o objetivo é reduzir o tempo de espera para aquisição de equipamentos de defesa. "Queremos que não seja necessário esperar um ano ou mais para obter algo; queremos que esteja pronto em uma semana ou talvez menos", declarou.
O presidente também expressou otimismo em relação à economia, afirmando que espera que a inflação no final do ano seja menor do que a atual e que o preço do petróleo e seus derivados deverá cair. Trump comentou ainda sobre o Federal Reserve, sugerindo que é preferível suspender o aumento das taxas de juros.
Questionado sobre a possibilidade de eliminar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), assim como foi feito com o Estado Islâmico, Trump respondeu afirmativamente: "Sim, pode. Vamos ver o que está acontecendo."



