O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua oposição a políticas de diversidade e inclusão, levando essa disputa ideológica para o âmbito da diplomacia. O Departamento de Estado anunciou a eliminação de diretrizes estabelecidas durante o governo Biden, retirando da formação de diplomatas conteúdos que abordam temas como privilégio branco, racismo sistêmico e outras questões ligadas aos programas de diversidade, equidade e inclusão.
Essa alteração impacta diretamente o Serviço Exterior dos Estados Unidos, que é responsável pela representação do país em embaixadas e consulados ao redor do mundo. O governo Trump justifica a mudança ao afirmar que a formação e promoção desses profissionais devem ser pautadas pelo mérito, desempenho e pela capacidade de defender os interesses norte-americanos.
A decisão se insere em uma série de ações que Trump começou a implementar logo após retornar à Casa Branca. Desde janeiro de 2025, ele assinou várias ordens com o objetivo de desmantelar programas de diversidade, equidade e inclusão, conhecidos pela sigla DEI, dentro do governo federal. Levantamentos indicam que essas medidas têm afetado contratos governamentais, cargos relacionados à diversidade, programas de treinamento e outras iniciativas federais.
Em um discurso proferido no Fórum Econômico Mundial, logo após assumir seu segundo mandato, Trump destacou que seu governo havia tomado medidas para eliminar o que chamou de "absurdos discriminatórios de diversidade, equidade e inclusão" tanto no setor público quanto no privado.
No Serviço Exterior, as mudanças começaram oficialmente em março de 2025. Em um memorando presidencial, Trump ordenou a exclusão de referências a diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade dos critérios utilizados para promoção e estabilidade dos diplomatas. O documento ainda estabeleceu que as decisões de recrutamento, contratação e promoção No Serviço Exterior deveriam ser isentas de tais diretrizes.
Os aliados de Trump argumentam que certos programas de diversidade acabam por discriminar outros grupos, incluindo homens e pessoas brancas, colocando em xeque o mérito em favor de critérios de raça ou gênero. Em contrapartida, organizações de direitos civis contestam essa perspectiva, afirmando que as políticas de diversidade visam reduzir barreiras históricas enfrentadas por mulheres, negros, pessoas com deficiência e outras populações sub-representadas.



