O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a remoção de um vídeo e uma publicação do influenciador Thiago dos Reis, que comanda o canal Plantão Brasil. A decisão foi motivada pela avaliação de que o material associava sem evidências o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação foi movida pela defesa da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a divulgação de informações falsas durante a pré-campanha eleitoral. Os advogados destacaram que não há indiciamento, denúncia formal ou qualquer conclusão de investigação que vincule o senador a crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato ou associação com organização criminosa.
A polêmica gira em torno de um vídeo e uma postagem publicados no dia 26 de junho, que traziam o título “PF pega ligação de Bolsonaros com PCC e Bolsonaro se desespera e joga Flávio na fogueira!! Traições!”. O conteúdo faz alusão a investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up, envolvida na realização do filme Dark Horse, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em sua análise, Nunes Marques ressaltou que as investigações sobre a produtora não justificam a afirmação de qualquer vínculo entre Flávio Bolsonaro e a organização criminosa. Para o magistrado, o material ultrapassa a crítica política e apresenta acusações sem respaldo nas investigações, o que pode comprometer a integridade do processo eleitoral.
O presidente do TSE destacou que a publicação não se limita a expressar opiniões ou interpretações sobre fatos de interesse público, mas propaga informações que ele classificou como “notoriamente inverídicas ou descontextualizadas”. Essa divulgação, segundo o ministro, possui potencial para induzir o eleitorado a erro, especialmente em um período sensível de formação de opinião pública sobre os pré-candidatos.
Kassio Nunes Marques também enfatizou que o conteúdo impugnado, disponível nas plataformas indicadas, alcançou um grande número de visualizações, curtidas e comentários em apenas cinco dias, evidenciando seu potencial de desinformação.



