A medida foi solicitada pelo Partido Liberal (PL), que apresentou ao TSE indícios de um possível esquema de impulsionamento irregular de anúncios nas redes sociais da Meta. De acordo com a petição do partido, perfis recém-criados, caracterizados por um número reduzido de seguidores, teriam investido cerca de R$ 200 mil em publicidades direcionadas contra Flávio Bolsonaro. O PL apontou que essas contas possuíam entre 20 e 30 seguidores e apresentavam um comportamento anômalo em relação ao volume de recursos aplicados.
Os advogados do PL destacaram que foram encontrados anúncios patrocinados em diferentes moedas, como reais, dólares e pesos colombianos. A campanha qualificou o padrão de impulsionamento como sem precedentes, levantando questionamentos sobre a legitimidade dessas ações.
Maria Claudia Bucchianeri, em coletiva de imprensa realizada em 20 de julho, comentou sobre a descoberta. Ela mencionou que a equipe da campanha, ao monitorar os anunciantes na plataforma Meta, identificou perfis com poucos seguidores, que estavam realizando contratações de R$ 200 mil. Este fenômeno foi considerado atípico e gerou preocupações quanto à sua veracidade.
O PL caracterizou a operação como uma “milícia digital”, composta por contas temporárias e de baixa audiência orgânica, cuja principal finalidade parece ser o impulsionamento de anúncios patrocinados. No levantamento feito e anexado ao processo, foram identificadas 51 páginas com características semelhantes, que juntas publicaram 4.607 anúncios patrocinados entre março e o final de junho, alcançando cerca de 250 milhões de visualizações.
Com a decisão de Kassio Nunes Marques, a Meta deverá garantir a preservação dos dados relacionados a esses perfis, assegurando que as informações permaneçam disponíveis para investigações futuras e para a produção de provas no contexto do processo eleitoral.



