O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender temporariamente, nesta quinta-feira (13), o processamento de novos registros na plataforma Filia, que gerencia as filiações partidárias na Justiça Eleitoral. A medida foi adotada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser indevidamente registrado como filiado ao Partido Missão, o que impediu a formalização de sua candidatura à Presidência da República.
De acordo com o TSE, a irregularidade não foi fruto de um ataque hacker, mas sim do uso inadequado do sistema por uma pessoa que possuía credenciais do Partido Missão para realizar filiações. Após a identificação do problema, o tribunal restabeleceu rapidamente o vínculo de Flávio com o PL, permitindo que sua candidatura fosse oficializada ainda na noite desta quinta-feira.
Além disso, a Corte verificou uma tentativa de alteração na filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também é candidato à reeleição. Contudo, essa mudança não chegou a ser concretizada. Atualmente, tanto Flávio quanto Lula têm suas situações cadastrais regularizadas em seus respectivos partidos, PL e PT.
O Partido Missão, por sua vez, afirmou não ter responsabilidade sobre o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro. Em nota, a legenda comunicou que foi alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta. O partido informou que, ao detectar a irregularidade, tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas essa ação foi rejeitada pelo TSE.
A suspensão do sistema Filia é uma medida preventiva que visa evitar novas tentativas de alterações indevidas enquanto a Justiça Eleitoral investiga os detalhes do ocorrido. O TSE esclareceu que, embora o processamento esteja temporariamente interrompido, os pedidos de filiação continuam a ser aceitos normalmente, com previsão de que a operação seja retomada em breve.
Essa ação ocorre a poucos dias do encerramento do prazo para o registro de candidaturas às eleições gerais de outubro, que se finalizará neste sábado (15), às 19h.



