No mês dedicado às mulheres, as universidades paranaenses reforçam iniciativas voltadas à prevenção e enfrentamento de situações de assédio e discriminação. Essas ações fortalecem o sistema de atendimento da Ouvidoria-Geral do Estado do Paraná, coordenado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), que é o canal oficial de comunicação entre o cidadão e a administração pública.
Casos de discriminação por razões de racismo, machismo, misoginia, liberdade religiosa, capacitismo, etarismo, posição política e orientação sexual e de gênero devem ser denunciados. As demandas são analisadas e encaminhadas aos órgãos competentes, garantindo acompanhamento institucional e retorno ao cidadão. A Ouvidoria assegura a proteção do denunciante desde o recebimento da denúncia, permitindo a submissão das queixas de forma anônima ou sigilosa.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) regulamentou um ato estabelecendo o tratamento urgente para denúncias de violência sexual e racial, aumentando a agilidade na resolução dos casos. Já a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) criou a Ouvidoria de Gênero para acolher pessoas que sofreram violência relacionada ao gênero. Outras universidades estaduais também promovem ações similares, como a campanha “UEM Sem Assédio” da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que oferece atendimentos jurídicos e psicológicos.
As denúncias podem ser submetidas online, por telefone, pessoalmente ou por correspondência no endereço da Ouvidoria-Geral. As universidades estaduais disponibilizam canais específicos para denúncias de violência sexual e de gênero, visando aumentar a escuta e o acolhimento às vítimas.

