O Ministério da Saúde anunciou a prorrogação da campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) até o dia 31 de dezembro, visando atender jovens com idades entre 15 e 19 anos. A estratégia, que inicialmente se encerraria em junho, foi estendida para garantir que mais pessoas nessa faixa etária possam ser imunizadas, especialmente aqueles que perderam a oportunidade de se vacinar na idade recomendada.
Desde o início da campanha, aproximadamente 287 mil doses da vacina contra o HPV foram administradas para jovens, sendo que 124.172 doses foram aplicadas em garotas e 163.502 em garotos, conforme informações do ministério. A prorrogação da vacinação também vem acompanhada de orientações para que estados e municípios intensifiquem os esforços de imunização em escolas, universidades e outros locais frequentados por esse público-alvo.
Além da extensão temporária da campanha para jovens de 15 a 19 anos, a vacina contra o HPV continua a ser oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, bem como para grupos específicos, incluindo pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e vítimas de violência sexual.
Na rede particular, a vacina está disponível para pessoas com idades entre 9 e 45 anos. Para os jovens de 9 a 19 anos, o esquema vacinal consiste em duas doses, com um intervalo de seis meses entre elas. Já para aqueles com 20 anos ou mais, o esquema é de três doses, sendo que as duas últimas devem ser administradas após dois e seis meses do início da vacinação.
O HPV é um vírus que se transmite principalmente por meio do contato sexual. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a maioria das infecções desaparece de forma espontânea, mas a persistência do vírus no organismo pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas. Se não tratadas, essas lesões podem evoluir para câncer.
Além de estar relacionado a praticamente todos os casos de câncer do colo do útero, o HPV também está associado a cânceres de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. A vacinação é uma ferramenta importante para a prevenção desses tipos de câncer, contribuindo para a saúde pública.



