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Vai pedir aposentadoria? Um erro pode reduzir seu benefício pelo resto da vida

No Dia do Advogado, especialista alerta que falhas no planejamento previdenciário continuam fazendo brasileiros perderem dinheiro mesmo após a Reforma da Previdência Mais de seis...

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No Dia do Advogado, especialista alerta que falhas no planejamento previdenciário continuam fazendo brasileiros perderem dinheiro mesmo após a Reforma da Previdência

Mais de seis anos após a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), milhares de brasileiros ainda deixam de receber o melhor benefício a que têm direito por causa de erros que poderiam ser evitados. Pedidos protocolados sem análise técnica, informações incompletas no histórico previdenciário e a escolha da regra de aposentadoria menos vantajosa continuam adiando concessões e reduzindo o valor dos benefícios, muitas vezes de forma permanente.
No Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, especialistas chamam a atenção para a importância do planejamento previdenciário como ferramenta de prevenção. Em muitos casos, uma decisão equivocada pode representar perdas financeiras que acompanharão o segurado durante toda a aposentadoria.
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações previdenciárias permanecem entre as mais numerosas da Justiça Federal, reflexo da complexidade da legislação e das frequentes divergências na análise administrativa realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Para a advogada previdenciarista Tayssa Ozon, um dos maiores equívocos é acreditar que basta completar a idade mínima para ter direito ao melhor benefício.
“Depois da Reforma da Previdência, a análise ficou muito mais técnica. Não basta saber que já pode se aposentar. É preciso identificar qual regra é mais vantajosa, conferir todo o histórico contributivo e verificar se existem períodos que precisam ser reconhecidos ou corrigidos. Uma escolha equivocada pode significar uma renda menor durante toda a vida.”
Outro erro recorrente é confiar exclusivamente nas informações registradas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Embora seja um dos principais documentos utilizados pelo INSS, ele pode conter inconsistências que comprometem o cálculo do benefício.
Vínculos empregatícios não registrados, salários incorretos, períodos de atividade especial, trabalho rural e contribuições sem processamento são exemplos de situações que exigem análise antes do requerimento.
“O CNIS é uma ferramenta indispensável, mas não é infalível. Pequenos erros de cadastro podem reduzir o tempo de contribuição ou alterar a média salarial utilizada no cálculo da aposentadoria. Quando essas inconsistências só são descobertas depois da concessão do benefício, a correção costuma ser muito mais trabalhosa.”
A especialista também alerta para a importância de preservar documentos ao longo da vida profissional. Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPP), laudos técnicos, comprovantes de atividade rural, carnês de contribuição e documentos que comprovem vínculos antigos podem ser decisivos para o reconhecimento de direitos.
“Muitas pessoas deixam para reunir documentos apenas quando decidem se aposentar. O problema é que empresas encerram atividades, arquivos são perdidos e determinadas provas se tornam muito mais difíceis de obter com o passar dos anos.”
Outro aspecto frequentemente negligenciado é o momento ideal para requerer a aposentadoria. Dependendo do caso, aguardar alguns meses, regularizar contribuições ou revisar o histórico previdenciário pode resultar em um benefício significativamente mais vantajoso.
“Nem sempre o primeiro dia em que o segurado adquire o direito é o melhor momento para protocolar o pedido. O planejamento previdenciário permite comparar cenários, calcular o impacto financeiro de cada regra e identificar a estratégia que proporcionará maior segurança ao longo de toda a aposentadoria.”
Neste Dia do Advogado, Tayssa reforça que a atuação previdenciária vai muito além da defesa em processos judiciais.
“Grande parte dos problemas pode ser evitada antes mesmo do pedido de aposentadoria. O advogado previdenciarista atua de forma preventiva, reduzindo riscos e ajudando o segurado a fazer escolhas mais seguras. Em Previdência, uma decisão tomada hoje pode refletir na renda de uma vida inteira.”
Serviço
Ozon & Tommasi Advocacia Previdenciária
Dra. Tayssa Ozon – Advogada Previdenciarista – OAB/PR 50.520
Telefones: (41) 3022-1240 | (41) 98831-8630
Instagram: @ozonetommasiprev
E-mail: contato@aot.adv.br
Site: https://aot.adv.br

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