Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) deixaram um saldo trágico de 1.430 vítimas, envolvendo cidadãos de diversas nacionalidades. Este sábado (27) trouxe novas informações sobre as vítimas estrangeiras, destacando a gravidade da situação.
O Itamaraty anunciou na quinta-feira (25) que dois cidadãos brasileiros, um homem e uma mulher, perderam a vida devido à catástrofe. O governo brasileiro informou que está prestando assistência consular às famílias das vítimas.
O Ministério das Relações Exteriores de Portugal divulgou que 28 portugueses ou descendentes de portugueses faleceram, com 85 ainda desaparecidos, após uma atualização de um relatório anterior. A situação se agrava com a confirmação de que sete cidadãos chineses também morreram, conforme reportou a emissora estatal CCTV de Pequim, que citou informações da embaixada da China em Caracas.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Manuel Albares, confirmou que pelo menos seis espanhóis perderam a vida, com o número de desaparecidos aumentando para 133, dos quais 14 estão sob os escombros. Em um contexto mais amplo, em 1º de janeiro de 2026, aproximadamente 147 mil espanhóis residiam na Venezuela, segundo dados do Ministério das Migrações da Espanha.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores do Chile informou que um cidadão chileno foi confirmado entre os mortos nos terremotos, e que está oferecendo suporte e assistência à família da vítima. O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai também confirmou a morte de um fotógrafo uruguaio que vivia na Venezuela há vários anos, juntamente com sua esposa e uma de suas filhas.
Por fim, um ítalo-venezuelano, nascido em Caracas em 1970, também foi identificado entre as vítimas, tendo morrido em decorrência do desabamento de um prédio no estado de La Guaira. O governo italiano estima que cerca de 170 mil pessoas com passaporte italiano residam na Venezuela, evidenciando a conexão histórica entre os dois países.



