A vereadora Vanda de Assis, do PT, apresentou nesta quinta-feira (6) um pedido de cassação contra a colega Delegada Tathiana Guzella, do PL, na Câmara Municipal de Curitiba. O requerimento foi motivado por uma discussão acalorada que ocorreu na sessão plenária do dia anterior, 5 de outubro. Durante a sessão, Tathiana Guzella sugeriu que Vanda retornasse ao Ceará, seu estado de origem, o que foi interpretado como uma declaração xenofóbica pela petista.
No documento protocolado, Vanda de Assis argumenta que a declaração de Guzella contraria o Decreto nº 201/1967, que considera infração político-administrativa a conduta incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. Além disso, a vereadora solicitou que Tathiana Guzella seja afastada de sua função como corregedora da Câmara Municipal até que o processo de cassação seja concluído. A justificativa para o afastamento se baseia na incompatibilidade do cargo de corregedora com a possibilidade de atuação em um processo onde ela é a representada.
A discussão entre as duas parlamentares começou quando Tathiana Guzella pediu um aparte durante a fala de Vanda de Assis. Após confirmar que a vereadora era cearense, Guzella questionou por que ela não voltava ao Ceará se elogiava tanto o PT. A fala gerou imediata reação de Vanda, que acusou Guzella de xenofobia. O presidente da sessão, Leonidas Dias, interveio para interromper a discussão.
Como parte de sua resposta às acusações, Tathiana Guzella negou que tenha cometido qualquer crime de xenofobia. Em uma nota, ela afirmou que sua fala foi mal interpretada, pois teria sido interrompida antes de concluir seu raciocínio. A delegada também registrou um boletim de ocorrência contra Vanda por crime contra a honra, argumentando que não havia conteúdo discriminatório em suas palavras.
Além do pedido protocolado por Vanda de Assis, outros cinco requerimentos de cassação contra Tathiana Guzella também foram apresentados na Câmara Municipal de Curitiba, aumentando a pressão sobre a parlamentar. O desdobramento dessa situação ainda deve ser acompanhado, uma vez que envolve questões delicadas de ética e respeito entre os membros do poder legislativo.



