A sessão da Câmara Municipal de Araucária na segunda-feira (24) foi encerrada antes de avaliar o pedido de cassação do prefeito Luiz Gustavo Botogoski (PL). O presidente da Casa, Pastor Eduardo Castilhos (PL), anulou a comissão processante criada para analisar a denúncia devido a uma questão de ordem apresentada pelo vereador Ricardo Teixeira (Republicanos), que alegou leitura incompleta do documento na votação anterior.
O documento questiona um acordo firmado pela prefeitura para o pagamento de R$ 31 milhões à Viação Tindiquera, referentes a diferenças salariais no transporte coletivo entre 2017 e 2020. A denúncia aponta também que o valor não foi incluído no Orçamento de 2026, o que representaria irregularidade financeira e possíveis violações da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Improbidade Administrativa.
Vereadores como Pedrinho da Gazeta (PSD), Vagner Chefer (PSD), Olizandro Júnior (MDB), Paulinho Cabeleireiro (União Brasil), Vilson Cordeiro (União Brasil), Celso Nicácio (PSD), Fábio Pavoni (PV), Gilmar do Sindimont (PT) e Ben Hur Custódio (União Brasil) deixaram o plenário após a decisão, inviabilizando a continuidade da sessão, que foi suspensa. A Câmara informou que o tema deve ser retomado em 3 de março, com nova análise do documento.
Em resposta, o prefeito afirmou que o acordo foi celebrado em processo judicial e que não houve oposição da magistrada responsável. A prefeitura destacou que a quantia é classificada como precatório e segue a ordem cronológica, podendo ser paga até 2027 ou 2028. A denúncia também menciona alterações nos valores reservados para demandas judiciais na Lei Orçamentária Anual, que previa R$ 40,999 milhões em 2025.

