A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, agendada para esta terça-feira (30), foi adiada pela Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O adiamento ocorreu em razão da ausência de um acordo entre os deputados em relação à pauta, e a expectativa é que a discussão seja retomada na próxima semana.
Durante a sessão, a bancada do PT apresentou um relatório em separado que continha 485 páginas, com o intuito de contrabalançar o documento do relator, deputado Fábio Faria de Sá, do Podemos. A prática de leitura de textos extensos é uma estratégia comum entre os parlamentares para provocar o adiamento das votações.
Após a leitura de seis páginas do relatório do PT, os membros da comissão decidiram adiar a discussão por uma semana, com a condição de que o partido aceitasse considerar como lidas ao menos 100 páginas do seu documento, restando assim 385 páginas ainda por ler.
O relatório apresentado por Fábio Faria de Sá sugere uma arrecadação prevista para o ano de 2027 de aproximadamente R$ 384 bilhões, com despesas projetadas em um nível similar. Caso o texto seja aprovado na comissão, ele seguirá para votação no plenário, onde deve ser analisado no mesmo dia.
Esse adiamento reflete as dificuldades enfrentadas na busca por consenso entre as diferentes bancadas, especialmente em momentos em que a elaboração orçamentária se torna um tema central nas discussões legislativas. A LDO é um documento fundamental que orienta a execução orçamentária e a programação financeira do estado, sendo essencial para o planejamento das ações governamentais nos próximos anos.



