Um vídeo que circulou recentemente exibe o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acompanhado de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho associado ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. As imagens foram gravadas em 22 de agosto de 2025, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim.
Nas cenas, o casal é visto deixando a aeronave, um Embraer Legacy 650 de prefixo PP-NLR, acompanhado por seguranças enquanto as bagagens são retiradas. O jatinho estava sob a operação da Prime Aviation, empresa vinculada a Vorcaro, o que intensifica as investigações sobre a relação entre o ex-banqueiro e membros do STF.
A divulgação do vídeo ocorre em um momento em que apurações sobre as conexões de Vorcaro com integrantes do STF estão em andamento. Em abril de 2025, o gabinete de Moraes havia afirmado que o ministro nunca havia utilizado aeronaves de Daniel Vorcaro. Após a divulgação das novas imagens, Moraes reiterou que não viajou em aviões pertencentes ao ex-banqueiro.
Além do vídeo, a Polícia Federal encontrou mensagens no celular de Vorcaro que fazem alusão ao uso de aeronaves. Em uma conversa datada de 16 de julho de 2025, o ex-banqueiro questionou Marcos Matta, que está ligado à empresa que gerencia o jatinho e um helicóptero, sobre a utilização das aeronaves. Matta confirmou que o uso estava liberado e mencionou que os veículos já haviam sido utilizados.
As mensagens também incluem referências a uma mudança contratual envolvendo Viviane Barci e uma empresa chamada Lux. Vorcaro orientou Matta a manter os contatos necessários para assegurar a utilização das aeronaves. Documentos previamente analisados pela Polícia Federal indicam que Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como parte de uma proposta contratual de R$ 50 milhões com o escritório de Viviane Barci.
O escritório da advogada esclarece que essa proposta não foi aceita nem assinada. A defesa afirma que houve apenas um contrato anterior com o Banco Master, que foi encerrado após a liquidação da instituição.



