A ex-companheira do médico Daniel Fernandes Moura Júnior procurou novamente a polícia após relatar um novo episódio de violência e perseguição. Segundo a mulher, o caso ocorreu no último fim de semana, dentro de um centro de umbanda, em Sarandi, no Norte do Paraná, e também teria envolvido o pai de santo responsável pelo local.
De acordo com o relato apresentado à polícia, o médico teria atribuído ao religioso a responsabilidade pelo fim do relacionamento. A mulher afirma que já registrou 35 denúncias contra o ex-companheiro e teme que a sequência de episódios possa terminar em uma situação mais grave.
O caso envolvendo o médico ganhou repercussão em março deste ano, depois que imagens passaram a circular mostrando uma abordagem à ex-companheira. No vídeo, Daniel aparece fechando o carro da mulher e se aproximando da janela do veículo, onde, segundo a denúncia, teria feito ameaças.
Na época, a Justiça determinou a prisão do médico, que era investigado por suspeita de incendiar o carro da ex-companheira. O veículo estava estacionado em frente ao local de trabalho dela.
Daniel foi localizado dias depois em uma clínica de reabilitação em Atalaia, na região de Maringá, e levado para a prisão. Ele permaneceu detido por 58 dias antes de obter a liberdade por decisão judicial.
Na ocasião, a defesa sustentou que a prisão havia sido precipitada e informou que adotaria as medidas necessárias para conseguir a soltura do cliente.
Agora, diante do novo episódio relatado pela ex-companheira, um boletim de ocorrência foi registrado novamente. O caso deverá ser analisado pelas autoridades, que poderão apurar as circunstâncias e verificar eventuais responsabilidades.
O histórico de ocorrências envolvendo o médico inclui ainda uma abordagem da Guarda Municipal de Maringá relacionada à posse de drogas para consumo pessoal. Conforme registrado na ocorrência, ele teria deixado o plantão médico em uma unidade de atendimento de Marialva para comprar o entorpecente.
As novas denúncias devem ser analisadas no contexto das medidas judiciais anteriormente adotadas e do histórico de ocorrências registrado pelas autoridades. Até o momento, os relatos apresentados pela ex-companheira dependem de investigação e eventual comprovação pelas autoridades competentes.
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