Após a publicação da Ata do Copom, a expectativa do mercado era de que o Banco Central realizaria mais um corte na Selic ainda neste ano, prevendo que a taxa básica de juros cairia de 13,75% a.a. para 13,5% a.a. até 2026.
Entretanto, a divulgação do IPCA-15, que representa uma prévia da inflação oficial no Brasil, trouxe dados que podem frustrar esse cenário. O índice apresentou um aumento de 0,70%, superando a previsão de 0,53%. Essa alta é impulsionada por aumentos nos preços dos alimentos, energia elétrica — devido ao fim do bônus da usina de Itaipu —, passagens aéreas, cigarros e vestuário, com a chegada da coleção primavera-verão.
Além disso, a recente elevação nos preços do petróleo e as questões climáticas, como o fenômeno El Nino, também estão contribuindo para a pressão inflacionária, especialmente sobre os alimentos. Outro aspecto que gera preocupação é o reajuste do Bolsa Família, que pode impactar o cenário fiscal e, consequentemente, a inflação.
As próximas divulgações de indicadores econômicos serão fundamentais para determinar os próximos passos da política monetária. No momento, o cenário mais provável é de manutenção da Selic em 13,75% a.a., considerando as novas condições do mercado e os dados econômicos recentes.



