Os eleitores dos Estados Unidos comparecem às urnas nesta terça-feira (3) para eleger os 435 assentos da Câmara dos Representantes e renovar cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado. A disputa pelo controle das duas Casas do Congresso ocorre em um momento decisivo para o presidente Donald Trump, que busca manter a maioria republicana para viabilizar sua agenda legislativa nos próximos dois anos.
Mais de 50 milhões de americanos já haviam votado antecipadamente antes da abertura das urnas. As projeções mais recentes apontam vantagem dos democratas na corrida pela Câmara dos Representantes. No Senado, o cenário é mais incerto, embora levantamentos indiquem uma ligeira dianteira do partido de oposição a Trump.
Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso. Para assumir a maioria, os democratas precisam conquistar novas cadeiras, o que ampliaria a capacidade de fiscalizar o governo, barrar projetos e influenciar decisões legislativas. Além das disputas legislativas, a votação também define governadores em diversos estados.
Temas como custo de vida, imigração, inflação e a guerra envolvendo o Irã marcaram a campanha. O resultado poderá influenciar os últimos dois anos do mandato de Trump, período em que o controle do Congresso será determinante para a tramitação de propostas e para a relação entre o Executivo e o Legislativo.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, são realizadas a cada dois anos, sempre na metade do ciclo presidencial de quatro anos. A votação serve para renovar todos os assentos da Câmara, que têm mandatos de dois anos, e aproximadamente um terço do Senado, cujos mandatos são de seis anos. O Congresso participa da aprovação de leis, do orçamento federal e da fiscalização do governo, e o Senado ainda aprova indicações do presidente para cargos como ministros e juízes da Suprema Corte.



