O Corinthians terá um novo processo para resolver no STJD nesta semana. O clube é acusado de cinco minutos de atraso no protocolo de entrada antes e depois do intervalo da partida contra o Mirassol, na última sexta-feira (30), na Neo Química Arena. A 4ª Comissão Disciplinar julgará o caso nesta quinta-feira (5), a partir das 14h (de Brasília).
A denúncia se baseia no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa de R$ 1 mil por minuto de atraso. Segundo a súmula de Matheus Candançan, o Corinthians levou dois minutos para iniciar o confronto e outros três para retornar ao campo no segundo tempo. Se a penalidade for aplicada integralmente, o clube pagará R$ 5 mil.
O Mirassol também responde pelo mesmo atraso de cinco minutos. Além disso, o clube do interior paulista terá outra ocorrência analisada: a expulsão de Bruno Santos no primeiro tempo, após atingir André Ramalho com uma cotovelada. A arbitragem inicialmente mostrou cartão amarelo ao atacante, mas o VAR chamou Matheus Candançan para revisar o lance. Após consultar as imagens, o árbitro retirou a advertência e aplicou o cartão vermelho. Por causa da jogada, o STJD enquadrou Bruno Santos no artigo 254-A do CBJD, que trata de agressão física durante partidas e prevê punições para ações como socos, cotoveladas e cabeçadas.
Os dois casos integram o processo 1195/2026, sob relatoria do Dr. Salvio Dino de Castro e Costa Junior. Se o tribunal confirmar a multa por atraso, o Corinthians chegará a aproximadamente R$ 79 mil em penalidades dessa natureza no Campeonato Brasileiro de 2026.
Enquanto aguarda a análise disciplinar, o elenco comandado por Clarence Seedorf concentra a preparação no Majestoso. O Corinthians enfrenta o São Paulo nesta quarta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Brasileirão.



