IPCA: Expectativa de alta nos alimentos em 2026 preocupa economistas

Após um ano favorável em 2025, especialistas preveem desafios para a inflação dos alimentos em 2026.

IPCA: Expectativa de alta nos alimentos em 2026 preocupa economistas
Expectativa de inflação em 2026 gera preocupação entre economistas. Foto: Ricardo Moraes

Economistas alertam para a possibilidade de aumento nos preços dos alimentos em 2026, após um ano positivo em 2025.

IPCA e a inflação dos alimentos: panorama atual

A inflação da alimentação no domicílio, após encerrar 2024 com uma alta de 8,2%, apresentou um desempenho surpreendentemente positivo em 2025, contribuindo para a desinflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os economistas projetam que o índice deve fechar abaixo do teto da meta inflacionária de 4,5%, segundo a pesquisa Focus. No entanto, as expectativas para 2026 são bastante diferentes, com uma previsão de alta nos preços dos alimentos.

Expectativas para 2026 e desafios no setor alimentar

Os especialistas consultados alertam que o cenário favorável de 2025 para a alimentação no domicílio não deve se repetir em 2026. A análise aponta que a dinâmica da carne bovina e outros fatores econômicos podem impactar negativamente os preços dos alimentos. Em 2025, até outubro, a alimentação no domicílio acumulou uma alta de 4,53%, mas a expectativa para o próximo ano é de que essa alta seja significativamente maior.

Fatores que influenciam a inflação

A apreciação cambial e as boas safras deste ano são alguns dos elementos que contribuíram para a moderação nos preços da alimentação em 2025. Além disso, a queda nos preços das commodities e o aumento na oferta interna também foram fatores determinantes. De acordo com o economista João Fernandes, da Quantitas, o mercado foi surpreendido pela resistência dos preços, que não retornaram ao patamar positivo esperado.

Projeções de alta nos preços da carne

Economistas como Fabio Romão, da 4intelligence, indicam que a carne bovina deve continuar a subir de preço até meados de 2026, refletindo um cenário de alta nas exportações e mudanças no ciclo do boi. A expectativa inicial de uma alta de 7% para a alimentação no domicílio foi reduzida para entre 2,5% e 3%. Essa revisão demonstra a incerteza que permeia o mercado alimentício.

Olhar atento para outros produtos

Além da carne, os produtos como frutas, leite e derivados, e óleos e gorduras também devem ser monitorados. Economistas advertem que, com a queda nos preços de itens básicos como feijão e arroz, a trajetória favorável da inflação dos alimentos não se sustentará por mais um ano. A previsão é de que a inflação da alimentação no domicílio em 2026 chegue a 6%.

Conclusão

Em resumo, o cenário para a inflação dos alimentos em 2026 é de preocupação, com as expectativas de alta refletindo a complexidade das dinâmicas do mercado global e local. A análise do IPCA, portanto, deve ser acompanhada de perto por todos os envolvidos no setor econômico e por aqueles que dependem dos alimentos em suas rotinas diárias.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Ricardo Moraes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *