O jogador Vini Jr. relata ter sido vítima de racismo em mais de 20 oportunidades desde que ingressou no Real Madrid, há oito temporadas. Apesar das denúncias recorrentes, a maioria dos casos envolvendo ataques contra ele na Europa resulta em arquivamento ou falta de responsabilização, como ocorrido em partidas contra Barcelona, Mallorca e Atlético de Madrid.
Em confronto mais recente, contra o Benfica pela Champions League no Estádio da Luz, em Lisboa, Vini Jr. teria sido ofendido pelo meia Gianluca Prestianni logo após marcar um gol. O companheiro no Real Madrid, Kylian Mbappé, confirmou a ocorrência de insultos, apontando ao menos cinco proferidos durante a partida. Prestianni, porém, negou as acusações e afirmaria ter sido uma atitude sem intenção discriminatória.
A União Europeia de Futebol (UEFA) abriu investigação para avaliar os fatos. Isso ocorre porque o racismo é proibido por tratados internacionais, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, que impõe aos países signatários medidas legais para combater a prática. No entanto, a aplicação das leis varia por país, podendo ser tratada como crime penal ou infração disciplinar.
Processos envolvendo racismo seguem, em geral, a legislação do local onde o ato se repete. No caso de Vini Jr., a investigação e eventual julgamento caberiam à Justiça portuguesa, uma vez que a ofensa ocorreu em solo lisboeta. O rito processual deve assegurar contraditório, ampla defesa e devido processo legal.


