O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) executou um procedimento utilizando polilaminina em um paciente de 23 anos que sofreu um trauma raquimedular grave. O jovem passou por cirurgia de descompressão das vértebras T3 e T4, além de tratamento para a ruptura da T3. Após a cirurgia, a equipe clínica avaliou que o paciente atendia aos critérios para a aplicação do medicamento.
A aplicação de polilaminina foi autorizada através do uso compassivo, um mecanismo que permite o acesso a terapias experimentais quando não existem alternativas eficazes disponíveis e o paciente cumpre requisitos rigorosos. Desenvolvido pelo Laboratório Cristália sob a liderança da bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o medicamento ainda não é comercialmente aprovado.
Lesões medulares, como a que afetou o paciente, podem comprometer a função motora e sensitiva abaixo do nível da lesão. A vértebra T3, localizada na parte superior da coluna torácica, pode impactar a autonomia do paciente, afetando tronco e membros inferiores. A polilaminina tem como proposta atuar como uma matriz biológica que favorece a reconexão neural, potencializando a regeneração das fibras nervosas lesionadas.
Após a aplicação, o paciente continuará a receber acompanhamento clínico rigoroso, incluindo exames periódicos e reabilitação multiprofissional. A rotina incluirá fisioterapia intensiva, avaliações neurológicas e monitoramento das respostas motoras.

