A Polícia Federal (PF) iniciou uma operação para investigar fraudes financeiras em uma entidade de previdência complementar vinculada a uma estatal em Santa Catarina. A ação resultou no sequestro de mais de 30 imóveis e no bloqueio de valores que podem chegar a R$ 365 milhões, visando garantir eventual ressarcimento por prejuízos identificados.
Os investigadores apontam que a entidade direcionou recursos para investimentos de alto risco, sem garantir a segurança econômica adequada. Parte dessas aplicações foi considerada irrecuperável, e um ex-diretor financeiro foi identificado como o principal alvo, integrando o grupo responsável pelas decisões que resultaram nas irregularidades.
As investigações revelaram que os suspeitos utilizaram empresas registradas em nome de terceiros para movimentar recursos e adquirir bens. Diversos imóveis foram comprados sem comprovação formal de pagamento, e a Polícia Federal considera que esse padrão é compatível com práticas de lavagem de dinheiro.



