Edvaldo Neto, recém-eleito prefeito de Cabedelo, na Paraíba, foi afastado do cargo na terça-feira, 14, apenas dois dias após sua vitória no pleito do domingo, 12. O afastamento se deu por suspeitas de envolvimento com o Comando Vermelho (CV), conforme investigação realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba.
A Operação Cítrico, que resultou na prisão do prefeito, cumpre 21 mandados de busca e apreensão, além de outras ações cautelares. O objetivo é coletar provas e garantir a integridade da investigação, prevenindo a continuidade de possíveis irregularidades na gestão municipal.
As investigações revelam que uma organização criminosa operava na Prefeitura de Cabedelo, utilizando contratações fraudulentas de empresas ligadas à “Tropa do Amigão”, uma facção vinculada ao CV. Esses contratos permitiram a infiltração de membros da facção na administração municipal, facilitando o desvio de recursos públicos para atividades do Crime Organizado.
Os órgãos de investigação afirmam que o esquema envolvia um consórcio de políticos, empresários e membros da facção, com contratos que podem somar até R$ 270 milhões. A apuração indica a prática de crimes como desvio de recursos, lavagem de dinheiro e frustração do caráter competitivo das licitações, entre outros.
A operação é vista como uma ação firme no combate à corrupção e à presença do Crime Organizado nas instituições públicas. Edvaldo Neto conquistou 16.180 votos, equivalentes a 61,21% dos válidos, com Evilásio Cavalcanti Neto, também do Avante, como seu vice.
Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não havia se manifestado sobre o ocorrido, mas o espaço permanece aberto para qualquer resposta ou esclarecimento.


