Na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) manifestou preocupações nesta terça-feira (14) sobre a possibilidade de um aumento médio de 19,2% nas tarifas de energia. Ele mencionou que, em alguns setores, esse reajuste pode superar 50%. Como líder da Oposição e presidente do PT-PR, Chiorato atribui essa situação à venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel) efetuada pelo Governo Ratinho Jr (PSD), o que, segundo ele, alterou a gestão da empresa.
O parlamentar ressaltou que, apesar de uma diminuição de cerca de 1% no custo da energia prevista entre 2025 e 2026, a Copel planeja um aumento significativo nas tarifas residenciais. Para indústrias de grande porte, mineradoras e centros comerciais, o impacto será ainda mais acentuado, com reajustes que podem passar de 50%. Chiorato criticou a mudança de foco da Copel, que agora prioriza os acionistas em detrimento do interesse público, impactando diretamente a população.
Em sua fala no Plenário, o deputado apontou que essa nova orientação da empresa, que visa lucros e distribuição de dividendos, é preocupante. Ele recordou que, desde 2020, já vinha alertando sobre as consequências dessa decisão. O atual cenário, na visão de Chiorato, demonstra que a política adotada pela Copel influencia o custo da energia.
Outro aspecto abordado foi o crescimento da remuneração do capital, que aumentou mais de 70%, sendo um dos fatores que pressionam as tarifas. Essa remuneração, que é o retorno sobre os investimentos na rede elétrica, incide sobre os valores reconhecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essa elevação afeta diretamente o preço pago pelos consumidores, pois os investimentos realizados pela empresa são repassados na conta de luz.
Chiorato destacou também que o impacto do aumento das tarifas não SE limita apenas à conta de energia, mas que repercute na produção industrial, no comércio e nos serviços, refletindo nos preços dos produtos e no custo de vida. Ele enfatizou que o modelo adotado após a privatização já está afetando a rotina dos paranaenses, evidenciado nas contas mais altas e na pressão sobre o orçamento familiar.


