O deputado Matheus Vermelho, do PL, declarou nesta sexta-feira, 17, durante entrevista à Rádio Cultura, que a permanência do prefeito Silva e Luna no partido está atrelada ao apoio do gestor à pré-candidatura do senador Sérgio Moro ao governo do Estado. Ele enfatizou que a lealdade ao grupo é essencial, afirmando: "Quem estiver ao nosso lado vai ter que estar ao lado 100%. Não aceitamos dizer: vou apoiar o Sandro Alex e vou apoiar o Flávio Bolsonaro".
Vermelho também mencionou que esse tema foi discutido pessoalmente com o presidente estadual do PL, Felipe Barros. O deputado, que junto com seu pai assume a liderança do PL em Foz do Iguaçu, apontou que a reestruturação do partido na cidade é uma prioridade. "A provisória nos próximos dias já vai mudar. A gente já está vendo os nomes para a nova provisória. O prefeito vai ter que fazer a escolha", afirmou.
Contrariando rumores sobre a possível saída de Silva e Luna do PL, Matheus Vermelho esclareceu que essa informação é falsa. "É mentira. Vamos convidar ele. Fique à vontade para continuar conosco da maneira que a gente está colocando com apoio ao nosso pré-candidato ao governo, Sérgio Moro. Se não quiser participar dessa maneira, dentro do PL fica complicado", disse.
O deputado frisou que o PL tem planos de reconstruir sua atuação em Foz do Iguaçu e na região oeste, especialmente na formação das chapas para as eleições de deputado estadual e federal. "A chapa tem muitos nomes que extrapolam o limite: 55 nomes para deputado estadual ou deputada e para deputado federal, 31 nomes. São muitos nomes, pois no PL todo mundo quer ser candidato", destacou.
Apesar das expectativas, Vermelho não se comprometeu a garantir vagas para os vereadores BoscoFoz e Cabo Cassol, que são pré-candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente. "A gente está construindo e vendo da melhor maneira que vai ficar a questão dos pré-candidatos. É o potencial do voto de cada um. Os que são um pouco mais fracos não vão", afirmou.
Matheus Vermelho também criticou a articulação política do governador Ratinho Júnior, afirmando que a escolha de Sandro Alex foi um erro que desmotivou a base aliada. "O desânimo foi geral, o descontentamento foi geral", declarou. Ele ressaltou que as promessas de obras em Foz do Iguaçu, como asfalto e infraestrutura, precisam ser cumpridas, destacando a importância do compromisso com o hospital municipal e outras obras previstas.


