O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já contabiliza quatro viagens internacionais em 2026, incluindo a mais recente à Europa, onde passou por Espanha, Portugal e Alemanha. A agenda europeia ocorreu entre os dias 16 e 21 de abril e foi marcada por encontros significativos, como a Cúpula Brasil-Espanha e a Mobilização Progressista Global, que reuniu líderes de 25 nações. Lula também se reuniu com o premier português Luís Montenegro e discutiu acordos com a Alemanha sobre inteligência artificial e bioeconomia.
Além da viagem à Europa, Lula esteve no Panamá em janeiro para o Foro Econômico da América Latina e Caribe e, em fevereiro, realizou uma extensa tour pela Ásia, que durou oito dias e incluiu a Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. Durante essa viagem, o presidente levou uma comitiva de 11 ministros e 315 empresários, destacando a importância das relações comerciais e da discussão sobre temas como inteligência artificial e agronegócio no Fórum Empresarial Brasil-Coreia.
Em 2026, Lula já soma 16 dias fora do Brasil, e a viagem à Europa adicionou cinco dias ao seu calendário de ausências presidenciais. A comitiva que acompanhou o presidente nesta visita contou com 14 ministros. O governo indicou que as viagens internacionais devem ser mais seletivas neste ano, priorizando retornos políticos e concentrando-se no primeiro semestre, devido ao calendário eleitoral que se intensifica a partir de agosto.
A Colômbia, sob a presidência de Gustavo Petro, tem sido um destino frequente para Lula, que já a visitou cinco vezes durante seu terceiro mandato. Essa repetição se deve ao alinhamento político entre os dois governos e à utilização de Bogotá como um ponto estratégico para articulação da esquerda na América Latina.
Historicamente, Lula é conhecido como o presidente mais viajante do Brasil. Em seus dois primeiros mandatos, de 2003 a 2010, ele realizou 139 viagens internacionais para 80 países. Embora o ritmo de viagens no terceiro mandato seja mais moderado, principalmente por questões de saúde, a agenda continua ativa, refletindo sua estratégia de presença internacional.
Na ausência do presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin assume oficialmente o Palácio do Planalto, assegurando a continuidade das funções executivas enquanto Lula se dedica às atividades externas. O padrão de mobilização internacional se mantém, mesmo que com um foco mais estratégico neste período eleitoral.



