A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiado ao PL, protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visando a autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito do ex-mandatário. Os advogados justificaram a necessidade do procedimento médico, uma vez que Bolsonaro enfrenta um quadro de dor persistente e incapacidade funcional nesta região do corpo.
No documento, os defensores relataram que o ex-presidente já havia tentado um tratamento conservador, mas as dores continuaram mesmo após o uso diário de medicamentos para alívio da dor. O pedido detalha que exames físicos e de imagem revelaram uma lesão severa no tendão do supraespinhal, além de comprometimentos em outras partes do ombro, o que levou à indicação formal da cirurgia para correção das lesões do manguito rotador, a ser realizada por meio de artroscopia.
O laudo médico que embasa o pedido foi elaborado pelo especialista Alexandre Firmino Paniago, datado de 14 de abril. Com base nas informações contidas no relatório, a defesa solicita que Moraes autorize todos os atos relacionados ao procedimento cirúrgico, incluindo a internação, a realização da cirurgia e o acompanhamento no pós-operatório.
Desde 27 de março, Jair Bolsonaro está sob prisão domiciliar, uma medida que foi autorizada por Moraes após o ex-presidente ter sido internado por duas semanas devido a um quadro de pneumonia grave. A solicitação atual visa garantir que o tratamento necessário para a saúde de Bolsonaro seja realizado sem maiores delongas, considerando as complicações já enfrentadas pelo ex-presidente nos últimos meses.
A situação suscita discussões sobre a saúde do ex-presidente e os procedimentos legais que envolvem sua condição. A expectativa agora recai sobre a decisão do STF em relação ao pedido da defesa, que busca assegurar a realização do tratamento médico adequado para a recuperação de Bolsonaro.



