O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, divulgou um vídeo em suas redes sociais, nesta quinta-feira, 23, onde apresenta um plano com o objetivo de "acabar com a farra dos intocáveis" em Brasília. Na gravação, Zema faz uma severa crítica aos gastos do governo federal, às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao custo operacional do Congresso Nacional.
No vídeo, Zema menciona que o presidente Lula da Silva teria despendido R$ 812 mil em hospedagem durante uma viagem à Alemanha, descrevendo essa quantia como um "tapa na cara do brasileiro". O ex-governador também se refere aos ministros do STF como "intocáveis", apontando que a Corte ainda não decidiu sobre a adoção de um código de ética que poderia evitar abusos.
Além disso, Zema critica o elevado custo do Congresso Nacional, que, segundo ele, é o "mais caro do mundo". O pré-candidato afirma que cerca de 600 autoridades custariam aos cofres públicos a quantia exorbitante de R$ 40 milhões por dia. Ele ressalta que muitos parlamentares têm se omitido frente ao que considera excessos do STF.
Em sua apresentação, Zema delineou três propostas principais para enfrentar essa situação: a redução de supersalários e benefícios, a maior responsabilização de ministros do STF e a extinção do foro privilegiado. Ele sugere que a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo poderia ser realizada por maioria simples no Senado.
A divulgação do vídeo ocorre em um contexto de trocas de críticas entre Zema e o ministro do STF, Gilmar Mendes. Mendes já havia contestado as declarações do ex-governador sobre o Judiciário, enquanto Zema reprovou a concentração de poder na Corte e a falta de prestação de contas à sociedade. Esse confronto público entre o pré-candidato e membros do Supremo se intensificou nos últimos dias.
Ao concluir a gravação, Zema menciona que medidas semelhantes foram implementadas durante sua gestão em Minas Gerais e expressa a intenção de aplicar a mesma lógica em âmbito nacional, defendendo a ideia do "fim do governo rico e povo pobre".



