O líder do PT no Senado, Jacques Wagner, expressou sua insatisfação em relação à rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida durante votação no Senado nesta quarta-feira, 29. Em uma publicação na plataforma X, Wagner declarou que "a nossa disputa política possui outros territórios para acontecer que não a escolha de um ministro ao STF".
O senador destacou que a indicação de ministros para a Corte é uma prerrogativa do presidente da República, conforme estipulado na Constituição. Ele insinuou que essa prerrogativa foi desrespeitada, lembrando que, No Brasil, cabe ao chefe do Executivo apresentar nomes para o STF, enquanto o Senado tem a responsabilidade de sabatinar e decidir pela aprovação ou rejeição das indicações.
Wagner enfatizou que "a prerrogativa presidencial de indicar ministro do Supremo é uma garantia constitucional", e afirmou que respeitou essa garantia durante sua oposição ao governo anterior. "Falo isso com a tranquilidade de quem respeitou essa garantia frente a um governo do qual eu era oposição", completou o senador.
O parlamentar também fez uma comparação entre a sabatina de Jorge Messias e as indicações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que resultaram nas nomeações de Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Segundo Wagner, na ocasião, o processo foi conduzido de maneira institucional, com as trajetórias respeitadas. "O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser", afirmou.
Ao comentar a rejeição de Messias, Wagner destacou que o indicado é um profissional honrado que atende a todos os requisitos constitucionais necessários. Para ele, a decisão do Senado vai além do âmbito político. "Jorge Messias não perdeu a indicação ao Supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil", concluiu.
Vale ressaltar que a rejeição de Jorge Messias durante a sabatina no Senado marca um momento histórico, sendo a primeira vez em 132 anos que um nome indicado ao STF não é aprovado.



