O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, protocolou uma extensa denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR), contendo mais de 4 mil páginas que detalham um suposto esquema de fraude direcionado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Viana foi acompanhado pelo deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, que atua como relator da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigou o caso. Na reunião com o procurador-geral Paulo Gonet, o senador apresentou um conjunto robusto de evidências, incluindo documentos, depoimentos, quebras de sigilo e rastreamento financeiro, que visam identificar uma estrutura criminosa responsável pelas fraudes.
O material entregue à PGR não foi registrado como um relatório final da CPMI, mas sim como uma denúncia independente, conforme destacou Viana em uma publicação na plataforma X, no dia 30. Ele enfatizou que o conteúdo é uma denúncia formal e não um parecer oficial da CPMI.
Em sua declaração, o senador criticou a decisão do colegiado em rejeitar o parecer do relator. Viana argumentou que a rejeição não se deveu a falhas técnicas ou à falta de provas, mas a questões políticas, afirmando que a decisão desagradou a “nomes poderosos”.
Viana expressou sua expectativa de que a PGR prossiga com as investigações de forma autônoma, ressaltando que as provas apresentadas não estão subordinadas a partidos ou conveniências momentâneas. Ele também destacou a importância da denúncia para atender as vítimas do esquema, afirmando que “os aposentados e pensionistas lesados não pediram comissão. Pediram justiça.”
A CPMI do INSS foi criada para investigar alegações de irregularidades relacionadas a descontos indevidos e fraudes em benefícios previdenciários. Entretanto, o relatório final não obteve aprovação no plenário da comissão, o que motivou os parlamentares a encaminharem o material diretamente para os órgãos competentes de investigação.



