Na manhã de sexta-feira, 1º, Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia no ombro em Brasília, elevando o total de intervenções cirúrgicas realizadas pelo ex-presidente para 14. Este número é resultado de um histórico médico que se intensificou após o atentado sofrido em Juiz de Fora (MG) durante as eleições de 2018. Além das cirurgias, Bolsonaro também enfrentou uma internação devido a pneumonia.
Dentre as 14 operações, dez foram diretamente relacionadas ao ferimento abdominal causado pela facada, além de complicações de cirurgias subsequentes. O ex-presidente ainda apresenta um quadro de soluço crônico, que provoca refluxo e permite a entrada de substâncias na via respiratória, complicando sua saúde.
Em dezembro de 2025, Bolsonaro passou por um período crítico, realizando três cirurgias em apenas cinco dias. No dia 25 daquele mês, ele foi submetido a uma herniorrafia inguinal bilateral para corrigir duas hérnias. Nos dias 27 e 29, a equipe médica bloqueou os nervos frênicos direito e esquerdo, procedimento realizado para controlar as crises de soluço que o afligem.
A cirurgia mais recente focou no manguito rotador e em lesões associadas, resultado de uma queda que ocorreu em janeiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente deu entrada no hospital DF Star logo no início da manhã, e sua esposa, Michelle Bolsonaro, comunicou sobre o deslocamento para a unidade de saúde por volta das 6h.
A escolta até o hospital foi realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com apoio do Centro de Inteligência e do 1º Comando de Policiamento Regional. A complexidade do histórico médico de Jair Bolsonaro reflete os desafios enfrentados pelo ex-presidente desde o atentado, que impactou significativamente sua saúde e exigiu múltiplos procedimentos cirúrgicos ao longo dos anos.



