O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa está de volta ao cenário político e é considerado um dos principais candidatos para a Presidência da República nas eleições de 2026. Recentemente, ele se filiou ao partido Democracia Cristã (DC), em abril, pouco antes do fechamento do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. A oficialização de sua filiação deve ocorrer em breve em uma coletiva de imprensa marcada para Brasília.
A entrada de Barbosa na sigla surpreendeu muitos, especialmente porque, em janeiro, o DC havia anunciado a pré-candidatura de Aldo Rebelo ao Palácio do Planalto. No entanto, o nome de Rebelo não conseguiu ganhar apoio nas últimas pesquisas de opinião divulgadas, onde ele não figurou entre os nomes mais relevantes para os eleitores.
De acordo com a assessoria do DC, a chegada de Joaquim Barbosa reacende a esperança de uma candidatura que priorize a ética pública, o combate a privilégios e a reforma do Judiciário. Até o momento, o ex-ministro não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de concorrer ao cargo máximo do Executivo.
Com 71 anos, Joaquim Barbosa tem uma carreira marcante no Judiciário. Ele foi o primeiro negro a se tornar ministro do STF em 2003 e ocupou a presidência da Corte de 2012 a 2014. Sua notoriedade cresceu significativamente como relator do processo do Mensalão, um julgamento que culminou na condenação de empresários e políticos de destaque, incluindo o ex-ministro José Dirceu.
Esta não é a primeira vez que Barbosa se aproxima da política partidária. Em 2018, ele se filiou ao PSB com a intenção de disputar a Presidência, mas desistiu da corrida poucos meses depois, alegando motivos pessoais para sua decisão.
Apesar da força do nome de Joaquim Barbosa, a eventual candidatura enfrentará desafios logísticos consideráveis, uma vez que o Democracia Cristã não possui representação no Congresso. Essa situação impede o partido de ter acesso a tempo de propaganda em rádio e TV.



