Na manhã de 25 de maio de 2026, a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, localizada em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, amanheceu em ruínas após um incêndio que devastou o edifício. Construída em 1912, a igreja era um símbolo da fundação das primeiras comunidades da região e teve sua estrutura praticamente toda consumida pelas chamas.
O incêndio causou a destruição total do telhado, que desabou, comprometendo também o interior da igreja, incluindo os bancos utilizados pelos fiéis. Entre os poucos elementos que sobreviveram ao fogo, destacam-se as paredes, um altar principal coberto de fuligem e uma imagem de Jesus Cristo, que foi retirada intacta do local pelos bombeiros.
Frei Jadir Segala, responsável pela igreja, manifestou sua tristeza diante da destruição. Ele afirmou: "Estamos arrasados, sem saber o que fazer. Mas a fé não foi queimada e se mantém." O frei acredita que a preservação da imagem representa "um milagre de Deus" em meio à tragédia.
Um vídeo que mostra o momento em que bombeiros retiram a imagem do “Cristo Morto” da igreja após o incêndio tem repercutido nas redes sociais. A cena, que emocionou muitos, mostra a peça religiosa sendo resgatada em meio aos escombros, destacando o fato de que, apesar da devastação, a imagem permaneceu sem danos.
O Corpo de Bombeiros está investigando a origem do incêndio, mas até o momento não há uma causa definida. O Frei Jadir mencionou a possibilidade de um curto-circuito no telhado, que estava passando por reformas. A Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, concluída em 1914, é considerada uma das mais antigas em estilo gótico do Rio Grande do Sul, conforme informações da Secretaria de Turismo do município.
O altar-mor da igreja, que foi importado da Itália, possui três nichos e abriga a imagem de Nossa Senhora de Lourdes ao centro, além de imagens de São Pedro e São José nas laterais, que estão ligadas à origem das duas primeiras comunidades da cidade. Ao lado da igreja, há um campanário de pedra basáltica com 55 metros de altura, construído entre 1946 e 1949, utilizando mais de 11 mil pedras.



