Palermo estava foragido desde 2020 e foi localizado na cidade de Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, em uma operação conjunta entre a Polícia Federal do Brasil e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia. Sua prisão é fruto de uma colaboração internacional no combate ao tráfico de drogas.
O traficante havia conseguido um habeas corpus, concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que está sob investigação por suspeitas de venda de sentenças. O desembargador nega as alegações. Antes de receber a prisão domiciliar, Palermo cumpria pena em regime fechado desde abril de 2017, quando foi detido pela PF durante a Operação All In, que resultou na apreensão de 810 quilos de cocaína.
Após ser beneficiado com a decisão judicial, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, permanecendo foragido até ser capturado na Bolívia. O traficante acumula 126 anos de pena por diversas condenações relacionadas ao tráfico de entorpecentes e outros crimes. Um dos casos mais emblemáticos foi o sequestro de um avião da Viação Aérea São Paulo (Vasp) em agosto de 2000, no Paraná, pelo qual recebeu uma pena de 66 anos.
No sequestro, a aeronave, com 60 passageiros a bordo, foi desviada de sua rota original, que ia de Foz do Iguaçu para Curitiba, para Porecatu, no interior do Paraná. Palermo foi preso uma semana após o crime, quando foi encontrado na Avenida Paulista com o celular utilizado no sequestro e R$ 67 mil oriundos de malotes roubados em sua mochila.



