O Cine PE, um dos mais tradicionais festivais de cinema do Brasil, encerrou sua 30ª edição no último domingo (7/6), em Recife (PE). O evento, que homenageia o cinema pernambucano e nacional, celebrou três décadas de história com uma programação repleta de filmes e homenagens. Durante a cerimônia de encerramento, diversas produções foram premiadas, incluindo um longa-metragem do Distrito Federal e um documentário de Olinda, além de um thriller de São Luís e uma ficção distópica do Rio de Janeiro.
O filme Mapas, do Distrito Federal, foi o grande vencedor da noite, recebendo cinco estatuetas Calunga: Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e o Prêmio Especial do Público. Essa produção, dirigida por Rafael Lobo, apresenta uma narrativa que explora lendas locais de forma fantasmagórica. Outro destaque foi o curta-metragem Mercado Central, do Maranhão, que também conquistou um número significativo de prêmios.
A edição deste ano também se destacou pelas homenagens a grandes nomes do cinema. A atriz Claudia Abreu, conhecida por sua participação no clássico Tieta do Agreste (1996), foi uma das personalidades celebradas. Os irmãos Caio e Fabiano Gullane, reconhecidos por sua relevância na produção audiovisual brasileira, também receberam tributos. Além disso, a cerimônia lembrou o idealizador do festival, Alfredo Bertini, que faleceu em 4/6, um dia após passar por um transplante de fígado.
Em nota, a equipe do Cine PE expressou seu pesar pela perda de Bertini, afirmando que ele deixou uma marca significativa na história do audiovisual pernambucano. A mensagem destacou que sua dedicação ao festival foi fundamental para revelar novos talentos e fortalecer a cena cinematográfica no Brasil.
O festival, que teve início em 1996, se consolidou ao longo dos anos como um espaço importante para a exibição e discussão de obras do cinema nacional. Com uma programação diversificada, a 30ª edição do Cine PE reforçou a importância do evento na promoção do cinema brasileiro, ao mesmo tempo em que homenageou os clássicos da sétima arte local, como Baile Perfumado (1996) e O Cangaceiro (1997).



