O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (24) que três nomes importantes do cenário político se mostraram disponíveis para integrar sua chapa como vice. Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) expressaram interesse em assumir essa posição. Haddad, que também foi ex-ministro da Fazenda, afirmou que se sente honrado pela confiança demonstrada por seus colegas e que se comprometeu a formalizar o convite até o dia seguinte.
Além da possibilidade de compor a chapa como vices, os três também manifestaram interesse em concorrer ao governo. Simone Tebet já era vista como um nome certo para a candidatura ao Senado de São Paulo, enquanto Márcio França e Marina Silva estavam na disputa pela segunda vaga ao Senado. A declaração de Haddad vem após uma reunião com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, encontro que já havia sido antecipado anteriormente.
Lula havia sinalizado a aliados, no final de maio, sua preferência por Márcio França como vice de Haddad. Inicialmente, França considerava a possibilidade de candidatar-se ao Senado, mas com a confirmação de Tebet em uma das vagas, ele se via disputando a outra com Marina Silva.
Durante a reunião, tanto Marina quanto Simone e Márcio deixaram claro que estão abertos a concorrer ao cargo de vice-governador(a) ou ao Senado, permitindo que Haddad escolha a configuração da chapa. O ex-ministro reiterou seu agradecimento pela confiança recebida.
A análise entre os aliados de Haddad sugere que a candidatura própria de Márcio França ao Palácio dos Bandeirantes poderia ser interpretada como um sinal de fragilidade do campo da esquerda, especialmente em relação ao atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Há um entendimento de que a necessidade de duas candidaturas para enfrentar o governador poderia prejudicar a mensagem de unidade do grupo político.
A decisão de França de buscar uma candidatura própria se deu após os anúncios de desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), que optaram por não se candidatar ao Executivo paulista.



