Na última quinta-feira (25), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, expressou sua forte oposição à possibilidade de o Irã instituir um pedágio para navios que transitem pelo Estreito de Ormuz. Durante uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo, realizada no Bahrein, Rubio afirmou que essa medida poderia estabelecer um perigoso precedente para outras rotas navegáveis ao redor do mundo, resultando em um "caos total".
Rubio enfatizou que as vias navegáveis internacionais não pertencem a nenhum estado, destacando que essa é uma premissa fundamental para a ordem global atual. O secretário alertou que, se o conceito de cobrança por passagem em águas internacionais for aceito, isso poderá se espalhar, criando um efeito dominó que comprometeria a navegação marítima global.
As declarações de Rubio surgem em meio a um contexto de intensas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Os negociadores dos dois países iniciaram, na última segunda-feira (22), na Suíça, a segunda rodada de diálogos com o objetivo de encontrar uma solução definitiva para o conflito que perdura entre as nações. Essas conversas começaram envoltas em um clima tenso, impulsionado por afirmações agressivas do presidente dos EUA, Donald Trump, dirigidas ao regime iraniano.
Os mediadores do Catar e do Paquistão, envolvidos nas negociações, relataram um "progresso encorajador" nas discussões. Um diplomata norte-americano indicou que houve avanços nas conversas sobre a segurança marítima no Estreito de Ormuz, o que pode ser um passo importante para mitigar os conflitos na região e garantir a livre navegação.
A situação no Estreito de Ormuz é particularmente delicada, dado que essa passagem é uma das mais importantes do mundo para o trânsito de petróleo e outras mercadorias. A implementação de um pedágio poderia não apenas afetar o comércio internacional, mas também acirrar ainda mais as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que já estão em um estado crítico de rivalidade política e militar.



