Na manhã deste sábado, 27, um crime violento foi registrado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, onde o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado na cabeça. As imagens, capturadas por câmeras de monitoramento, revelam o momento em que dois suspeitos se aproximam do militar em uma motocicleta. Embora a visão esteja parcialmente obstruída por uma árvore, é possível ver o instante em que Ronickson cai sobre o asfalto da Avenida Goiás após ser atingido.
Ronickson Pimentel faz parte das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Equipes de resgate chegaram rapidamente ao local para prestar os primeiros atendimentos. Posteriormente, ele foi transportado de helicóptero da unidade Águia para um hospital, onde passou por uma cirurgia. A corporação não divulgou informações sobre o hospital para o qual o tenente foi levado, mas confirmou que ele estava em procedimento cirúrgico.
O tenente é conhecido por sua atuação no 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo. O nome de Ronickson ganhou notoriedade no passado por ser irmão de Eloá Pimentel, que foi vítima de um sequestro trágico em 2008, quando tinha apenas 15 anos. Eloá foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves em um apartamento em Santo André, situação que culminou em sua morte.
O caso de Eloá Pimentel ocorreu em 13 de outubro de 2008, quando Lindemberg Alves invadiu o apartamento da jovem, após não aceitar o fim do relacionamento. Durante o sequestro, que se estendeu por cinco dias, outras três pessoas também foram feitas reféns. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados na mesma noite do sequestro, enquanto Nayara Rodrigues conseguiu escapar no dia 14, mas voltou para ajudar nas negociações.
Após várias tentativas frustradas de negociação, a polícia decidiu invadir o local onde as vítimas eram mantidas em cativeiro. Essa operação, que durou cerca de 100 horas e foi acompanhada por todo o País, resultou em um confronto em que Eloá foi morta com um tiro na cabeça e outro na virilha, enquanto Nayara foi ferida no rosto, mas sobreviveu.
Em 16 de fevereiro de 2012, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos crimes cometidos, incluindo homicídio qualificado e cárcere privado. A conexão entre os dois casos destaca a tragédia que permeia a vida da família Pimentel, agora novamente marcada por um ato de violência envolvendo um de seus membros.



