O balanço oficial divulgado nesta terça-feira (30) aponta que pelo menos 1.943 pessoas perderam a vida em decorrência dos dois terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho. Além das mortes, 10.571 indivíduos ficaram feridos, enquanto 15.866 pessoas foram afetadas pelo desastre, conforme informações do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A atualização ocorreu após um primeiro levantamento que indicava 1.719 mortos.
Na manhã de segunda-feira (29), um novo tremor, considerado o mais forte desde os eventos de quarta-feira, foi sentido em Caracas e no estado de La Guaira. O novo abalo, de magnitude 4,6, teve seu epicentro a 27 quilômetros ao norte de Caraballeda, uma área costeira bastante frequentada pelos moradores da capital venezuelana. A ocorrência do novo tremor gerou preocupação entre a população, que já vivia o impacto dos terremotos anteriores.
Fernan Hernández, um morador de La Guaira, compartilhava sua angustiante busca por seu irmão entre os escombros de um prédio de cinco andares. Ele relatou que a diferença entre o último tremor e os anteriores era a intensidade, mencionando que todos sentiram o solo vibrar. "O pânico foi horrível. Queremos muito que nos ajudem o máximo possível a recuperar os corpos", afirmou ele, cercado por destroços e poeira.
Jorge Rodríguez também se manifestou sobre a nova réplica, mencionando que não houve relatos de danos adicionais em outras partes do país. Essa nova sequência de tremores complicou ainda mais a situação, pois as equipes de resgate, tanto locais quanto internacionais, continuam a trabalhar incansavelmente para localizar sobreviventes sob os escombros.
Apesar do esforço das autoridades, a ONU estima que aproximadamente 50.000 pessoas estão desaparecidas. Em La Guaira, a devastação é extensa, com edifícios reduzidos a escombros e outros severamente inclinados. O governo informou que 774 prédios desabaram completamente e 189 ruíram, evidenciando a gravidade do desastre natural que afetou a região.



