Flávio Bolsonaro, do PL, está se posicionando como uma das figuras da direita para a próxima eleição presidencial, enquanto enfrenta um cenário de desgaste devido às recentes declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Para melhorar sua imagem diante do eleitorado feminino, ele está articulando uma estratégia que envolve a defesa da indicação de mulheres para as futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Esse movimento ocorre em um contexto de reorganização política entre os bolsonaristas, especialmente após as repercussões das falas de Michelle, que alegou ter sido maltratada por Flávio. A intenção dele é clara: ao mirar nas possíveis vagas que surgirão no STF, pretende assumir o compromisso de promover indicações femininas para a Corte.
Com a expectativa de que a direita possa voltar ao Palácio do Planalto em 2026, o próximo presidente se deparará com a necessidade de indicar pelo menos três novos ministros para o STF, em decorrência das aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Flávio já teria manifestado a seus auxiliares a intenção de priorizar a indicação de mulheres, especialmente para a cadeira atualmente ocupada por Cármen Lúcia, a única mulher entre os ministros do Supremo.
Recentemente, o senador participou de um encontro com mulheres conservadoras na capital federal. Essa agenda, segundo aliados, já estava programada antes da divulgação de um vídeo em que Michelle relatou a situação envolvendo o filho de Jair Bolsonaro. Com essa postura, Flávio busca não apenas fortalecer sua imagem, mas também se posicionar como um defensor da presença feminina em altos cargos do Judiciário, um aspecto que pode ser decisivo nas eleições vindouras.



