Neste sábado, 4 de julho, os Estados Unidos celebram o 250º aniversário de sua independência, um marco histórico que ocorre em um cenário de divisões políticas profundas. O presidente Donald Trump, que tem se posicionado como um defensor da identidade nacional, acusa grupos radicais e extremistas de ameaçarem os valores fundamentais do país. Uma pesquisa realizada pela Universidade Quinnipiac revela que 61% da população acredita que os EUA não estão vivendo de acordo com os ideais expressos na Declaração de Independência, com uma divisão significativa entre os partidários dos dois principais partidos: a maioria dos republicanos acredita que o país está à altura desses ideais, enquanto a maioria dos democratas discorda.
Fora da capital, Nova York se prepara para um desfile internacional de grandes veleiros, que contará com a presença do vice-presidente JD Vance, além de exibições aéreas e um show de fogos de artifício. Na véspera das festividades, Trump fez uma visita ao famoso Monte Rushmore, na Dakota do Sul, onde se dirigiu a uma multidão em frente às esculturas de George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt. Durante seu discurso, ele enfatizou a excepcionalidade americana e alertou sobre um suposto ataque à identidade nacional, mencionando o que considera um “ressurgimento da ameaça comunista”.
O presidente tem abordado insistentemente essas questões, especialmente após o fortalecimento da ala mais à esquerda do Partido Democrata nas primárias. Os republicanos expressam preocupação de que a impopularidade de Trump possa ameaçar o controle do Congresso. Em suas palavras, Trump destacou que há tentativas de “mudar o espírito americano até fazê-lo desaparecer”, afirmando que, embora não seja necessário ter nascido nos EUA, é essencial amar o que foi construído ao longo da história.
O dia da independência, que marca a assinatura da Declaração de Independência em 1776, Na Filadélfia, coincide com um alerta de clima extremo no leste do país, onde cerca de 160 milhões de pessoas estão sob aviso devido a altas temperaturas. Em Washington, a previsão é de que os termômetros cheguem a mais de 38ºC, com a sensação térmica alcançando aproximadamente 43ºC, levando ao cancelamento do tradicional desfile de 4 de julho na capital.
Na Filadélfia, mesmo com o calor extremo, muitas pessoas formaram longas filas para visitar o Sino da Liberdade e o Independence Hall. Shows e concertos estão programados em várias cidades, de Boston a Los Angeles. Trump, que completou 80 anos no mês passado, mantém sua agenda de eventos. Na noite deste sábado, ele planeja liderar um comício político no National Mall, onde promete um espetáculo grandioso de fogos de artifício, que ele descreve como o maior do mundo.
O presidente ressaltou que a temperatura pode chegar a 41ºC, mas que estará presente para fazer um discurso longo, demonstrando sua disposição. Ele também anunciou sobrevoos comemorativos e a participação de bandas militares tocando músicas patrióticas e clássicos americanos, prometendo uma celebração grandiosa para marcar a data.



