O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, está participando de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (7). O foco da discussão é a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Ele é o único congressista brasileiro inscrito para falar na audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Durante sua apresentação, que terá duração de cinco minutos, Flávio pretende defender uma solução negociada entre Brasil e EUA e criticar a gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva em relação à crise comercial. Além disso, ele irá reforçar a importância do Pix, sistema de pagamentos instantâneos.
A audiência, que começou na segunda-feira (6), representa a fase final pública da investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil, fundamentada na Seção 301 da legislação norte-americana. Essa seção permite a aplicação de tarifas em casos de práticas comerciais consideradas desleais.
Os trabalhos da audiência foram organizados em 14 painéis, com sete ocorrendo no primeiro dia e os demais sendo realizados nesta terça-feira. O objetivo principal é coletar opiniões de representantes do setor produtivo e especialistas, que servirão para subsidiar a recomendação final do USTR ao governo americano sobre a possível adoção das novas tarifas.
Aliados de Flávio Bolsonaro indicam que ele buscará esclarecer sua posição contrária à imposição das tarifas e seu desejo de evitar danos à economia do Brasil. Essa estratégia surge após a repercussão negativa diante de um documento enviado ao USTR, no qual sugeriu que a implementação das novas tarifas fosse adiada até depois das eleições de outubro.
Diferente do Lula, que não enviou representantes para defender o Pix e o Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou: "Eu vim aqui para fazer uma defesa técnica e mostrar a verdade para os americanos. Tenho confiança que essas tarifas não serão aplicadas. Vamos proteger nossa economia". Enquanto isso, o governo Lula mantém uma estratégia de negociar diretamente com as autoridades dos EUA.



