O senador Camilo Santana, do PT do Ceará, foi eleito nesta quarta-feira, 8 de novembro, para liderar a bancada do seu partido no Senado. A escolha ocorreu durante uma reunião dos parlamentares do PT, que optaram pela sua indicação após a saída de Teresa Leitão, senadora de Pernambuco. Leitão assumiu a liderança do governo no Senado no final de junho, a convite do presidente Lula, em substituição a Jaques Wagner, que se afastou do cargo devido a investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura um possível esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master.
Além de Camilo Santana, a bancada do PT também elegeu os senadores Beto Faro, do Pará, e Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, como vice-líderes. A nova liderança terá a responsabilidade de coordenar as atividades do partido no Senado, orientar as votações da bancada e gerenciar as negociações políticas com outras legendas.
A mudança na liderança do PT no Senado ocorre em um contexto de intensa discussão sobre projetos prioritários do governo Lula e do partido no Congresso Nacional. Entre os temas em pauta, destaca-se a proposta para o fim da escala 6×1. Camilo Santana terá a missão de traçar a estratégia da bancada para a análise dessas matérias, tanto no plenário quanto nas comissões.
As atribuições do líder incluem a indicação de parlamentares para comissões permanentes e temporárias, a substituição de membros titulares e suplentes, a orientação da votação em votações nominais e a representação do partido nas votações simbólicas. O líder também possui o direito de contestar decisões da Presidência do Senado, quando necessário.
Camilo Santana foi eleito senador pelo Ceará em 2022, recebendo a maior votação da história do estado. No entanto, ele se licenciou antes do início do seu mandato para assumir a posição de ministro da Educação no governo Lula. Em abril deste ano, retornou ao Senado após deixar a pasta.
Durante sua gestão no Ministério da Educação, Santana participou da implementação de programas como o Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio, e do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Ele também coordenou ações que visavam expandir a educação em tempo integral e a rede federal de ensino técnico, além de políticas de acesso ao ensino superior.



