Na última segunda-feira (20), Os Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques contra o Irã, marcando o nono dia consecutivo de confrontos entre as duas nações. A escalada militar sob o governo de Donald Trump levanta preocupações sobre a segurança no Estreito de Ormuz, que é uma rota crucial para o transporte global de petróleo. O regime iraniano relatou que dois petroleiros foram atingidos e agora se encontram à deriva na região.
O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que a ofensiva visa reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. No entanto, o comunicado não forneceu detalhes sobre os alvos dos ataques. A agência iraniana Tasnim informou que mísseis americanos atingiram várias cidades iranianas, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que lançou ataques de mísseis balísticos contra alvos militares dos EUA localizados na Jordânia, no Kuwait e na Síria. Essa nova escalada ocorre após a conclusão de um acordo provisório de cessar-fogo entre os dois países, que havia contribuído para uma redução temporária das hostilidades.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou que a ofensiva contra o Irã continuará enquanto o país representar uma ameaça à navegação internacional no Estreito de Ormuz. Rubio também ressaltou que a Casa Branca está aberta a uma solução diplomática, mas condicionou qualquer negociação ao comportamento do Irã na região.
A importância do Estreito de Ormuz é evidenciada pelo fato de que ele é responsável por um quinto de toda a produção mundial de petróleo. Interrupções nessa rota podem impactar gravemente o abastecimento global e elevar os preços do petróleo, o que teria reflexos diretos na economia de diversos países, incluindo o Brasil. De fato, os preços do petróleo no mercado global subiram 2% nesta segunda-feira, ultrapassando a marca dos US$ 90 por barril.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que a segurança da rota marítima está comprometida enquanto os ataques dos Estados Unidos continuarem, afirmando que essa passagem não será segura para o transporte de produtos petroquímicos ou mesmo para o tráfego de petróleo e gás. O controle sobre essa rota estratégica se tornou um dos principais instrumentos de pressão do Irã no contexto de um conflito que já dura quase cinco meses.



